Cerimônia de entrega do Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia 2025 celebra sustentabilidade e inovação
- martim.barbosa
- 19 de jan.
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Paulo Artaxo foi reconhecido na categoria Ciência e Jarbas Caiado recebeu destaque em Tecnologia, reconhecendo trajetórias que impulsionam pesquisa e tecnologia no país
A CBMM, líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, realizou na noite de quinta-feira (02/10) a premiação da sétima edição do Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia, em Belo Horizonte. O evento, realizado na Sala Minas Gerais, teve a participação especial da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Os vencedores deste ano, escolhidos entre mais de dois mil candidatos inscritos, foram reconhecidos por sua trajetória e impacto nas áreas científica e tecnológica, celebrando um legado que impulsiona inovação, valor e avanços concretos na vida dos brasileiros.
Reconhecido como uma das premiações mais relevantes do cenário nacional, o Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia destaca profissionais cujas pesquisas e inovações tecnológicas promovem transformações de impacto no Brasil e no exterior. Ao longo de suas edições, a iniciativa já prestigiou projetos pioneiros em áreas como matemática, farmacologia, medicina, telecomunicações e inteligência artificial, evidenciando o papel vital desses especialistas na construção de um futuro inovador e sustentável.
O CEO da CBMM, Ricardo Lima, ressaltou a colaboração presente no avanço científico e técnico, bem como sua relevância para a criação de valor e promoção de melhorias na qualidade de vida das pessoas e da comunidade. “A ciência e a tecnologia fazem parte de nossa trajetória. Foi com esse espírito que, em 2019, criamos este prêmio, com o objetivo de reconhecer profissionais que transformam conhecimento em soluções concretas para a sociedade” disse.
O executivo ressaltou que a CBMM é movida pela inovação e pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável. “A CBMM acredita que fomentar a pesquisa científica e tecnológica é essencial para que o brasil conquiste o protagonismo que merece no cenário internacional. Sem esses pilares, não há progresso econômico, social ou ambiental sustentável. Cada descoberta, inovação ou avanço só se concretiza graças à colaboração entre pessoas e instituições. Esta noite é, acima de tudo, uma celebração da capacidade humana de unir esforços, compartilhar saberes e construir novos caminhos”, disse o CEO da CBMM.
Sobre os vencedores
Na categoria Ciência, o vencedor foi Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Centro de Estudos Amazônia Sustentável, é uma referência mundial em pesquisas sobre mudanças climáticas e física aplicada ao meio ambiente.
Artaxo integra ainda a Academia Brasileira de Ciências e da World Academy of Sciences, sendo um dos cientistas brasileiros mais citados no mundo nos últimos dez anos. Embora tenha iniciado seus estudos no campo da física nuclear, direcionou a carreira para investigar a Amazônia e o impacto das mudanças climáticas, tornando-se um dos pioneiros a abordar o tema, quando ainda era pouco discutido.
Em seu depoimento, Artaxo fez questão de enfatizar a importância do trabalho em equipe. “A ciência não se faz sozinha. Se faz com muitos parceiros, multidisciplinares, de áreas completamente diferentes”, contou o integrante da equipe do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), criado, em 1988, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que ganhou o Prêmio Nobel da Paz, em 2007.
Na categoria Tecnologia, o vencedor foi Jarbas Caiado, professor do Instituto de Física de São Carlos (USP), onde fundou o Grupo de Óptica e a Oficina de Óptica de Precisão, a única no país e berço de soluções inovadoras que conectam ciência, empreendedorismo e impacto social.
Com doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Jarbas retornou ao Brasil e criou a Oficina de Óptica dentro da USP. A iniciativa deu origem a uma verdadeira revolução na área e, posteriormente, a empresas de base tecnológica que se tornaram referência, como a Opto Eletrônica.
Ele trabalhou na criação de 15 empresas e desenvolveu soluções que vão da preservação da visão de milhões de pessoas ao avanço do programa espacial brasileiro, com destaque para a câmera MUX do satélite CBERS. Hoje, segue atuando em projetos de fronteira, com aplicações que vão desde a oftalmologia até a agricultura de precisão com uso de inteligência artificial. “Todas as 15 empresas e inciativas que abri foram com meus estudantes, e assim mudamos o perfil de muitas famílias. Não existe barreira instransponível”, explica.
Sobre o Prêmio CBMM
Criado em 2019, com o objetivo de reconhecer o legado de profissionais que contribuem significativamente para o desenvolvimento do Brasil, o Prêmio CBMM de Ciência e Tecnologia oferece 700 mil reais para cada categoria. Para concorrer, os pesquisadores se inscrevem voluntariamente ou são indicados por instituições, empresas e profissionais renomados nas áreas de Ciência e Tecnologia. Uma comissão julgadora totalmente independente, constituída por renomados profissionais e representantes da academia, avalia as iniciativas e seleciona os vencedores. As sete edições do Prêmio somam mais de 6.300 inscritos de todo o país. Mais informações em Prêmio CBMM.
Sobre a CBMM
Líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, a CBMM celebra 70 anos de atuação em 2025, atendendo mais de 500 clientes em 50 países. Com sede no Brasil e escritórios regionais na Holanda, Singapura, Suíça e Estados Unidos, a companhia fornece tecnologia aos setores de infraestrutura, mobilidade, aeroespacial, saúde e energia. Desde a sua fundação, a CBMM desenvolve projetos no Brasil e em diversos países do mundo para fomentar a adoção da tecnologia do Nióbio por diversas indústrias. Para suportar seus planos de crescimento por meio da diversificação, a empresa tem uma atuação focada na pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações. Nos últimos anos, a CBMM firmou parcerias e realizou investimentos estratégicos em empresas e startups visando novos desenvolvimentos em materiais com Nióbio para baterias de íons de lítio. Para mais informações, visite o media center.


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